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1 de janeiro de 2010

Matéria : Letra feia pode ser sinal de problemas!



A escrita no caderno é quase ilegível ou as letras são rabiscadas com perfeição em uma linha reta mesmo em um caderno sem pautas? A escrita conta a personalidade de quem escreve. A letra bonita é característica de pessoas organizadas. Já a letra feia pode ser mais do que preguiça ou falta de treino no caderno de caligrafia. Uma disfunção no cérebro, chamada disgrafia, pode ser a causa para o problema ao gerar uma dificuldade motora na hora de escrever. 

Mas não há motivo para pânico. A disgrafia apresenta-se em crianças com capacidade intelectual normal, sem transtornos neurológicos, sensoriais, motores ou afetivos que o justifiquem. “Pode ser uma dificuldade emocional momentânea que a pessoa não quer demonstrar muito, aí escreve com letras muito pequenas ou muito grande, com muita força”, observa a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso.
Além da letra feia, estão entre os sintomas não conseguir escrever em linha reta (o famoso sobe ou desce o morro), mistura de letra cursiva com letra de forma em um mesmo texto e dificuldade para sequencializar o movimento da grafia. Em alguns casos, mais raros, a disgrafia está relacionada à dislexia, marcada pelo déficit de atenção e hiperatividade.
Letra bonita
Já o capricho na hora de escrever pode significar uma organização de pensamento e sinal de responsabilidade de quem escreve. De acordo com a professora Denize Elena Garcia, do Departamento de Lingüística, Português e Línguas Clássicas, pessoas organizadas escrevem melhor. “A escrita é uma espécie de habilidade que se adquire com o passar dos anos, principalmente, na época da alfabetização”, explica.
E tem mais: passada essa fase, quem não desenvolveu a habilidade, não mais o fará. Ou seja, não adianta comprar centenas de cadernos de caligrafia e passar dias treinando porque a letra não mais vai melhorar. “É como elegância. Uma pessoa se torna elegante no jeito de andar, vestir... independentemente da classe social.”
Denize afirma, no entanto, que não há problema. “Tem gente muito inteligente e com letra horrorosa”, afirma a professora. “É só lembrar das letras dos médicos, são muito feias, na maioria das vezes, mas isso não quer dizer nada.”

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